O OR foi formalmente criado em 2012 por pesquisadores da USP, construindo um mapeamento colaborativo de remoções e ameaças em São Paulo, em rede com ONGs, advogados populares e movimentos sociais envolvidos em situações de ameaças de despejos coletivos.
Entre 2015 e 2024, o apoio da Fundação Ford permitiu expandir essa atuação para a Região Metropolitana de São Paulo e outras metrópoles, articulando laboratórios de universidades como UFMG, UFC, UFBA e UFF. Nesse período, o projeto passou a observar mais de perto os processos de reestruturação dos territórios populares, reconhecendo não só a entrada de regimes de controle territorial armado, mas também novas formas de produção e gestão desses espaços.
Desde 2020, o OR integra a Campanha Despejo Zero, articulação nacional de monitoramento de despejos que, durante a pandemia de Covid-19, obteve no Supremo Tribunal Federal a suspensão de despejos no país (ADPF 828). Também desde 2020, o Observatório conta com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo em diferentes projetos, o que ampliou suas relações e redes no campo internacional.
Conheça a Primeira FaseA trajetória do projeto remonta ao período de 2008 a 2014, quando se constituiu, na FAU-USP, abrigado no Laboratório Espaço Público (já existente e coordenado pelo Prof. Euler Sandeville), um grupo de apoio à Relatoria Especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Direito à Moradia Adequada, exercida, naquele momento, pela professora Raquel Rolnik.
Durante esse período, o grupo desenvolveu a plataforma virtual pública da Relatoria, disponibilizando não apenas os relatórios temáticos e de missões em diferentes países realizados pela Relatoria, mas também materiais de apoio e disseminação sobre o direito à moradia, tais como cartilhas e folhetos.
Plataforma Direito à Moradia